segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Cobra Coral no Senado
Um balacubaco no Senado cheio de cobras. E coral. O que era pra ser uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) para discutir destinação de faixa de frequência virou mais uma disputa política, antecipando as eleições do ano que vem.
Os senadores demonstraram que não estavam nada sintonizados e no meio da audiência pública começou a confusão. Os convidados foram esquecidos e ficaram na mesa com cara de tacho.
Era a apresentação de mais um requerimento solicitando a ida da ministra Dilma Roussef ao Senado para falar sobre o blecaute da semana passada, em função do raio que danificou uma torre de transmissão.
Com muitos protestos, a comissão aprovou o requerimento. Somando todos os requerimentos aprovados no Senado, chegam a quatro. Muitos senadores discordaram sobre a ida da ministra à CCT, já que a comissão responsável por esse assunto é a Comissão de Infraestrutura, que já aprovou mesmo requerimento.
Os protestos se intensificaram quando o presidente da Comissão, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), fez a inclusão “camuflada” - expressão do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) - da presidente da Fundação Cacique Cobra Coral para participar do debate com Dilma. “O que tem a ver uma fundação dessa com o assunto?”, protestaram. O senador Wellington Salgado ironizou:
Os senadores demonstraram que não estavam nada sintonizados e no meio da audiência pública começou a confusão. Os convidados foram esquecidos e ficaram na mesa com cara de tacho.
Era a apresentação de mais um requerimento solicitando a ida da ministra Dilma Roussef ao Senado para falar sobre o blecaute da semana passada, em função do raio que danificou uma torre de transmissão.
Com muitos protestos, a comissão aprovou o requerimento. Somando todos os requerimentos aprovados no Senado, chegam a quatro. Muitos senadores discordaram sobre a ida da ministra à CCT, já que a comissão responsável por esse assunto é a Comissão de Infraestrutura, que já aprovou mesmo requerimento.
Os protestos se intensificaram quando o presidente da Comissão, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), fez a inclusão “camuflada” - expressão do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) - da presidente da Fundação Cacique Cobra Coral para participar do debate com Dilma. “O que tem a ver uma fundação dessa com o assunto?”, protestaram. O senador Wellington Salgado ironizou:
- Aqui já está cheio de cobras, presidente.
As outras duas comissões que solicitaram a ida da ministra foram: Assuntos Econômicos e Relações Exteriores. Nesta, quem sabe, não discutam as relações diplomáticas entre hidrogênio, oxigênio e energia elétrica.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Em ato político na Papuda, Battisti disse que vai às últimas consequências
Muito pálido em bem mais magro, em função da greve de fome que vem fazendo desde o início da semana, Cesare Battisti disse hoje (17), na Papuda, que tomará medidas extremas. “Vou até as últimas consequências. Não pretendo me suicidar, mas conheço bem as prisões italianas. Eles têm um hábito de deixar o prisioneiro seis meses sem tomar sol. Isso é para matar. Muitos se suicidam”, Disse Battisti visivelmente abatido.Uma comissão formada por parlamentares e entidades civis, visitou o prisioneiro político. Battisti é acusado pelo governo italiano por quatro assassinatos e foi condenado a revelia à prisão perpétua. “Tenho 55 anos. Estou cansado dessa vida de mentiras e perseguição. Onde estão as provas? Nada foi apresentado pela Justiça italiana. Onde está o meu perfil de criminoso? Sou uma pessoa engajada socialmente, tenho centenas de testemunhas”, destacou.
Battisti apresentou ainda profunda frustração com o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo desconhecimento da história italiana. “Como pode o Supremo desconhecer que a Itália daquele período tinha um presidente mafioso, que estava no poder há 30 anos? Era um regime de exceção”, consternou.
O Presidente do STF, Gilmar Mendes, deve proferir o seu voto amanhã e desempatar o julgamento que terminou na semana passada em quatro votos a favor da extradição e quatro votos a favor do exílio político no Brasil.
Para os deputados e senadores que compõem a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e Senado, qualquer decisão é uma “mera opinião” do STF, já que a Lei de Anistia dá competência ao presidente da República a conceder refúgio político.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Não há consenso entre os leitores sobre taxação da poupança
Leitores ficaram divididos. Na enquete feita aqui, no blog A Hora e Vez, sobre a taxação maior para as cadernetas de poupança com valor superior a R$ 50 mil metade respondeu SIM a outra NÃO.
Sinal de que tem muita gente com a caderneta de poupança gordinha.
Participe da nova enquete, disponível no canto direito do Blog.
domingo, 8 de novembro de 2009
A conta é sempre do estado
Num país com sérios problemas de patronagem e clientelismo, o estado está cansado de pagar tantas contas. Mas que picareta liga pra isso se a lógica social é assim.
Esta semana o governador de Brasília se manifestou sobre o caso do dentista que arrancou todos os dentes de um jovem com deficiência intelectual. O rapaz foi fazer duas obturações num hospital público da Capital Federal e voltou pra casa banguelo. “Respeitada a ampla defesa, esse dentista tem que ser punido e o estado arcar com esse prejuízo”, disse José Arruda com a boca cheia de dentes.
Ora, o estado? Por que eu, tu, eles temos que pagar pela incompetência alheia? Quem deve pagar por esse absurdo é o culpado, o acusado, e não nós.
Sondei algumas pessoas sobre quanto poderia custar um implante geral e me disseram que pode chegar a R$ 60 mil. Um absurdo de dinheiro! E olha que apareceram outros dois casos com a mesma similaridade, jovens com deficiência intelectual que tiveram todos os dentes arrancados pelo mesmo dentista, que se quer avisou aos responsáveis dos jovens que iria fazer tal procedimento.
Se o governador fosse sentar na cadeira desse genocida dentário, imagine você, qual seria o tratamento? Quem sabe dentes perfeitos e uma nota super faturada...
Esta semana o governador de Brasília se manifestou sobre o caso do dentista que arrancou todos os dentes de um jovem com deficiência intelectual. O rapaz foi fazer duas obturações num hospital público da Capital Federal e voltou pra casa banguelo. “Respeitada a ampla defesa, esse dentista tem que ser punido e o estado arcar com esse prejuízo”, disse José Arruda com a boca cheia de dentes.
Ora, o estado? Por que eu, tu, eles temos que pagar pela incompetência alheia? Quem deve pagar por esse absurdo é o culpado, o acusado, e não nós.
Sondei algumas pessoas sobre quanto poderia custar um implante geral e me disseram que pode chegar a R$ 60 mil. Um absurdo de dinheiro! E olha que apareceram outros dois casos com a mesma similaridade, jovens com deficiência intelectual que tiveram todos os dentes arrancados pelo mesmo dentista, que se quer avisou aos responsáveis dos jovens que iria fazer tal procedimento.
Se o governador fosse sentar na cadeira desse genocida dentário, imagine você, qual seria o tratamento? Quem sabe dentes perfeitos e uma nota super faturada...
















