Público & Alternativo

domingo, 8 de novembro de 2009

A conta é sempre do estado

Num país com sérios problemas de patronagem e clientelismo, o estado está cansado de pagar muitas contas. Mas quem liga pra isso se a lógica social é essa.

Esta semana o governador de Brasília se manifestou sobre o caso do dentista que arrancou todos os dentes de um jovem com deficiência intelectual. O rapaz foi fazer duas obturações num hospital público da Capital Federal e voltou pra casa banguelo. “Respeitada a ampla defesa, esse dentista tem que ser punido e o estado arcar com esse prejuízo”, disse José Arruda com a boca cheia de dentes.

Ora, o estado? Por que eu, tu, eles temos que pagar pela incompetência alheia? Quem deve pagar por esse absurdo é o culpado e não nós.

Sondei algumas pessoas sobre quanto poderia custar um implante geral e me disseram que pode chegar a R$ 60 mil. Um absurdo de dinheiro! E olha que apareceram outros dois casos com a mesma similaridade, jovens com deficiência intelectual que tiveram todos os dentes arrancados.

Se o governador fosse sentar na cadeira desse genocida dentário, imagine você, qual seria o tratamento? Quem sabe dentes perfeitos e uma nota super faturada...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A serviço da Terracap, tratores atropelam ordem judicial para construção do Noroeste

Enquanto concedia entrevista a uma rede de televisão, ao falar sobre a abertura irregular de uma estrada de 15 Km em reserva ambiental próxima a comunidade indígena Bananal, em Brasília, um grupo de 13 policiais armados interromperam o relato do cacique Santxiê e mandaram desligar a câmera.

Os índios, que vivem na área há mais de 40 anos, tentavam impedir a abertura da estrada, alegando que a Terracap não respeita os seus direitos. "Entraram no Santuário de forma ilegal e passaram por cima dos nossos direitos. Querem amedrontar a nossa comunidade", disse Santxiê. A polícia denunciou os indígenas pela acusação de sequestro de um trator.

A área está em litígio desde março deste ano, quando o Ministério Público Federal (MPF) embargou qualquer iniciativa do governo que pretende abrir caminho para construção de condomínios com apartamentos de luxo que podem valer até R$ 1 milhão.

No início do ano, o Ibama definiu que a Funai deveria oferecer parecer definitivo sobre a ocupação tradicional. Como o documento não foi feito, o MPF suspendeu o empreendimento. Em declaração expressa no site do MPF, a procuradora Luciana Oliveira declarou que “não se pode aceitar a prática de quaisquer atos, por parte de empreendedores do Setor Habitacional Noroeste, sob pena de descumprimento de preceitos constitucionais e compromissos internacionais, assumidos pelo Brasil”.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vídeos incríveis: manobras radicais

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Dois pilotos incríveis fazem manobras que você não vai acreditar. É rever para crer.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Terracap invade terra indígena em Brasília com trator e destrói área de preservação

Tratores da Terracap, Companhia Imobiliária de Brasília, abriram uma área de 15 quilômetros de cerrado numa área indígena na Capital Federal. É o que denuncia em carta aberta divulgada no fim da noite deste domingo (25), a comunidade indígena Tapuya, do Santuário dos Pagés, que habita a terra Bananal, próxima a reserva ambiental Burle Marx, na Asa Norte.

A área está em litígio. Mas o Governo do Distrito Federal (GDF) atropela decisão judicial para construir o Setor Noroeste no local, cidade com condomínios luxuosos e com expectativa de abrigar 40 mil pessoas. Especula-se que um apartamento custará em torno de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.

O Ministério Público Federal (MPF) embargou, em março deste ano, qualquer iniciativa de empreendimento imobiliário na área. Isso porque há mais de 30 anos a comunidade abriga 32 indígenas na reserva. O pagé Sanxiê, lider indígena da cominidade, defende que além de abrigar os índios que lá residem, a área serve de trânsito para outras comunidades indígenas que vêm a Brasília.

Em agosto passado, o blog A HORA E VEZ havia denunciado que corretores de imóveis estavam vendendo imóveis na planta na área indígena. MPF suspende licença para obras no Noroeste, mas empresa vende apartamentos

AMEAÇAS

Na carta aberta, os índios também denunciam que vêm sofrendo ameaças de morte e ações de violência. Segundo o documento, uma de suas ocas foi incendiada. Perícia da polícia civil constatou que o incêndio foi criminoso. Além disso os indígenas denunciam o desaparecimento do cacique Korubo há mais de seis meses.

PARA ENTENDER O CASO

Segundo o Ibama, a Terracap deveria obter da Funai posicionamento definitivo sobre a situação das famílias indígenas que vivem na comunidade. No entanto, há quase dois anos, a Funai não apresentou uma definição técnica conclusiva a cerca da característica de ocupação tradicional.


Por conta disso, a procuradora regional do Direitos do Cidadão no DF, Luciana Oliveira, entende que, sem o posicionamento técnico da Funai, “não se pode aceitar a prática de quaisquer atos, por parte de empreendedores do Setor Habitacional Noroeste, tendentes a alterar, reduzir, impactar, transferir ou restringir a ocupação e as atividades da comunidade indígena do Bananal, sob pena de descumprimento de preceitos constitucionais e compromissos internacionais, assumidos pelo Brasil”. Declaração esta da procuradora manifesta no site do MPF.

De acordo com a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, não se pode permitir a remoção coativa dos povos indígenas de suas terras, salvo em casos excepcionais, como catástrofe ou risco à soberania nacional.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Anne Evans homenageia Luiz Gonzaga em Taguatinga

Alexandre Nardoni não morreu: essa mensagem é mais um golpe

Circula na Internet um e-mail sobre a morte de Alexandre Nardoni, acusado de matar a própria filha, Isabela Nardoni, jogada do sexto andar de um prédio em São Paulo, em 29 de março deste ano.
Segundo a falsa informação, Nardoni teria sido morto a facadas e pedradas no presídio de Tremembé.
Em caráter noticioso, a falsa notícia "informa" que um cinegrafista amador teria filmado as agressões. O leitor curioso acessa o link e se dá mal. Permite que Crakers furtem todas as senhas do computador.
Eis o golpe:
“O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, foi morto nesta segunda-feira, no presídio em Tremembé durante o banho de sol. Houve tumulto. Policiais não puderam intervir porque, durante o banho de sol, eles não têm acesso ao pátio e nem às galerias, já que as chaves das celas ficam com os agentes carcerários.

Conforme a secretaria, Nardoni foi agredido com pedras e facas e morreu no local. Foram apreendidos oito pedras e uma faca. A perícia esteve no local.
Um cinegrafista amador capturou imagens dos presidiários agredindo Alexandre Nardoni.”